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sábado, 24 de setembro de 2016

Data da Morte de Dom Perdo I

Morre D. Pedro I, primeiro monarca do Império do Brasil




24-09-1834 D.C.

No dia 24 de setembro de 1834 morria, em Lisboa, D. Pedro I, primeiro fundador e primeiro monarca do Império do Brasil. Nascido no dia 12 de outubro de 1798, em Lisboa, ele foi o quarto filho do rei Dom João VI com a rainha Carlota Joaquina. Quando Portugal foi invadido por tropas francesas, ele e toda a aristocracia portuguesa fugiram para o Brasil, em 1808. O início da Revolução liberal do Porto, em 1820, em Lisboa, obrigou D. João VI a voltar para Portugal em abril de 1821. Com isso, D. Pedro I ficou como príncipe-regente do império e precisou lutar contra ameaças de revolucionários e insubordinação de tropas portuguesas. Diante da tentativa do governo português de retirar a autonomia política do Brasil, Pedro I optou por declarar a independência do Brasil de Portugal em 7 de setembro de 1822.
Em 12 de outubro, foi aclamado imperador brasileiro e, em março de 1824, havia derrotado todos os exército leais a Portugal. Ele ficou no poder até 7 de abril de 1831, quando, incapaz de lidar com os problemas do Brasil e de Portugal ao mesmo tempo, abdicou do trono em favor do seu filho Dom Pedro II, retornando à Europa. De volta a Portugal, ele se viu em meio a uma guerra, que envolveu toda a península ibérica, numa luta entre defensores do liberalismo e os que defendiam o absolutismo. Pedro I morreu de tuberculose, no dia 24 de setembro de 1834, poucos meses após ele e os liberais obterem a vitória. Ele morreu no palácio de Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama onde nascera 35 anos antes.

FONTE: 
http://seuhistory.com/hoy-en-la-historia/morre-d-pedro-i-primeiro-monarca-do-imperio-do-brasil-0

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Independência do Brasil - 194 anos

Independência do Brasil




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Independência do Brasil é um processo que se estende de 1821 a 1825 e coloca em violenta oposição o Reino do Brasil e o Reino de Portugal, dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. AsCortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, instaladas em 1820, como uma consequência da Revolução Liberal do Porto, tomam decisões, a partir de 1821, que tinham como objetivo reduzir novamente o Brasil ao seu antigo estatuto colonial.
Antecedendo o processo de independência do Brasil, mas com fortes influências sobre o mesmo, ocorre a transferência da corte portuguesa para o Brasil. Em 1807, o exército francês invadiu o Reino de Portugal que se recusa a se juntar ao ´bloqueio continental contra o Reino Unido. Incapaz de resistir ao ataque, a família real e o governo português fugiram para o Brasil, que era então a mais rica e desenvolvida das colônias lusitanas[1][2]. A instalação do Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro traz uma série de transformações políticas, econômicas e sociais que levam à decisão do Príncipe Regente D. João, consumada em 16 de dezembro de 1815, de elevar o Brasil à condição de reinounido com sua ex-metrópole.
Porém, em 1820, uma revolução liberal eclodiu em Portugal e a família real foi forçada a retornar para Lisboa. Antes de sair, no entanto, D. João nomeia o seu filho mais velho, D. Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821). Fiel ao seu pai, o príncipe-regente vê sua condição complicada pela vontade política das cortes portuguesas em repatriá-lo e de retornar o Brasil ao seu antigo estatuto colonial. Oficialmente, a data comemorada para independência do Brasil é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado "Grito do Ipiranga", às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo). Em 12 de outubro de 1822, o príncipe foi proclamado imperador pelo nome de Pedro I e o país leva o nome de Império do Brasil.
Assim começou a guerra de independência que vê nascer e atuar o exército brasileiro, formado a partir das tropas coloniais portuguesas, contra aquelas que permaneceram fiéis ao Reino de Portugal em algumas partes do país, evitando a desfragmentação do território.[3]. Em meio ao conflito, há o levantamento da Confederação do Equador, que pretendia formar seu próprio governo, republicano, mas foi duramente reprimido. Depois de três anos de conflito armado, Portugal finalmente reconheceu a independência do Brasil, e em 29 de agosto de 1825 foi assinado o Tratado de Amizade e Aliança firmado entre Brasil e Portugal. Em troca, o Brasil se comprometeu a pagar ao Reino de Portugal uma indenização substancial e assinar um tratado de comércio com o Reino Unido, para indenizá-lo por sua mediação.

De reino unido a Império independente

Pedro partiu para a Província de São Paulo para assegurar a lealdade dos locais à causa brasileira. Ele alcançou sua capital em 25 de agosto e lá permaneceu até 5 de setembro.
Leopoldina, sua esposa, assumiu a regência durante a viagem. Diante das exigências de Portugal para que ambos retornassem a Lisboa, ela convocou uma sessão extraordinária do Conselho de Estado no dia 2 de setembro de 1822 e, juntamente com os ministros, decidiu pela separação definitiva entre Brasil e Portugal, assinando então a declaração de independência. Em seguida, enviou o mensageiro Paulo Bregaro para entregar a Pedro uma carta informando sobre o ocorrido.
Em 7 de setembro, quando retornava ao Rio de Janeiro, Pedro recebeu a carta de José Bonifácio e de Leopoldina. O príncipe foi informado que as Cortes tinham anulado todos os atos do gabinete de Bonifácio e removido o restante de poder que ele ainda tinha. Pedro voltou-se para seus companheiros, que incluiu sua Guarda de Honra e falou: "Amigos, as Cortes Portuguesas querem escravizar-nos e perseguir-nos. A partir de hoje as nossas relações estão quebradas. Nenhum vínculo unir-nos mais" e continuou depois que ele arrancou a braçadeira azul e branca que simbolizava Portugal: "Tirem suas braçadeiras, soldados. Viva independência, à liberdade e à separação do Brasil." Ele desembainhou sua espada afirmando que "Para o meu sangue, minha honra, meu Deus, eu juro dar ao Brasil a liberdade" e gritou: "Independência ou morte". Este evento é lembrado como "Grito do Ipiranga".
Ao chegar na cidade de São Paulo, na noite de 7 de setembro de 1822, Pedro e seus companheiros espalharam a notícia da independência do Brasil do domínio português. O príncipe foi recebido com grande festa popular e foi chamado de "Rei do Brasil", mas também de "Imperador do Brasil". Ele retornou ao Rio de Janeiro em 14 de setembro e nos dias seguintes os liberais espalharam panfletos (escritos porJoaquim Gonçalves Ledo), que sugeriam a ideia de que o príncipe deve ser aclamado Imperador Constitucional. Em 17 de setembro, o Presidente da Câmara Municipal do Rio de JaneiroJosé Clemente Pereira, enviada às outras Câmaras do país a notícia que a Aclamação iria ocorrer no aniversário de Pedro, em 12 de outubro. No dia seguinte, a nova bandeira e brasão de armas do reino independente do Brasil foram criados.
Coroação do imperador Pedro I em 1 de dezembro de 1822.
A separação oficial de Portugal só ocorreria em 22 de setembro de 1822, em uma carta escrita por Pedro a João VI. Nele, Pedro ainda chama a si mesmo de "Príncipe Regente" e seu pai é referido como o Rei do Brasil independente. Em 12 de outubro de 1822, no Campo de Santana (mais tarde conhecido como Campo da Aclamação) o príncipe Pedro foi aclamado Dom Pedro I, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Era ao mesmo tempo o início do reinado de Pedro e também do Império do Brasil. No entanto, o Imperador deixou claro que, embora ele tenha aceitado o título, se João VI retornasse ao Brasil ele iria descer do trono em favor de seu pai.
A razão para o título imperial foi a de que o título de rei iria simbolicamente significar uma continuação da tradição dinástica portuguesa e talvez do temido absolutismo, enquanto o título de imperador derivava da aclamação popular, como na Roma Antiga. Em 1 de dezembro de 1822 (aniversário da aclamação de D. João IV, o primeiro rei da Casa de Bragança) Pedro I foi coroado e consagrado.



sábado, 31 de outubro de 2015


O Acordo


O bar estava quase a fechar, as luzes da pista estavam apagadas, as cadeiras arrumadas em cima das mesas e o chão estava limpo. Já não se encontrava ninguém na sala, exceptuando um homem que se encontrava ao balcão e o empregado, todos os outros funcionários já tinham saído. Debruçado sobre o balcão, já bastante embriagado, o homem engoliu de uma só vez a dose de whisky, o empregado que 
estava ao balcão tamborilava impacientemente os dedos, esperando que este se fosse embora. 

- Amigo! Mais outro! - pediu o homem embriagado 
- Por amor de Deus, você já bebeu o suficiente para uma semana. Vá para casa e tente dormir. 
- Tenha piedade. Só mais outro e depois vou-me embora. 
- Isso é o que tem dito na última hora - replicou o empregado servindo outra dose. 
- Eu matei-a - sorveu grande gole e prosseguiu - Ela apareceu no meio da estrada, vinda do nada... Eu matei-a, pobrezinha... 
- Podia ir vê-la ao hospital, assim já podia ir para casa e dormir em paz. 
- Não. Ela vai morrer... Eu matei-a... 

O empregado preparava-se para servir outra dose quando a porta de entrada se abriu, vinda da noite, entrou por ela uma mulher. Ambos os homens pensaram ter visto um vulto vermelho, uma labareda que irrompera pela sala. Observaram extasiados a mulher que se aproximava, vestida de vermelho, caminhando elegantemente sobre os saltos altos. 

- Quero o mesmo que este senhor está a beber - pediu inclinando-se sobre o balcão, deixando entrever pelo decote a lingerie negra condizente com as meias, com a cor do verniz das unhas e das sombras dos olhos. 

O empregado ainda em transe, serviu o whisky deixando o copo transbordar, parou apenas ao sentir a mão molhada. A mulher vestida de vermelho ergueu o copo, atirou a cabeça para trás fazendo voar os cabelos, às madeixas vermelhas e louras, e bebeu o líquido de uma só vez, quando terminou passou a língua sobre os lábios com baton vermelho. 

- Não pude deixar de escutar a vossa conversa - começou por dizer a mulher na sua voz roufenha - Tenho algo que talvez possa ajudar a sua amiguinha que está no hospital. 
- Ninguém a pode ajudar - replicou o homem embriagado - Ela está morta. Eu... 
- Se você proceder como eu mandar podemos salvá-la - interveio a mulher que acariciava, com as pontas das unhas negras, uma pequena e macia bolsa de couro que trazia pendurada ao pescoço, pousada sobre o vale formado pelos seios generosos. 
- Não acredito - disse o embriagado, sem convicção. 
- Eu posso ajudá-lo - afirmou a mulher, gentilmente, aproximando seu rosto ao do homem embriagado - Deixe-me ajudá-lo, a si e à miúda... 
- Está bem - acedeu indiferente e depois levantou-se cambaleando quase caindo se não fosse a mulher de vermelho ampará-lo. 
A mulher colocou o braço do embriagado em volta do pescoço, e o seu braço nas costas dele, ajudando-o a caminhar. Já perto da porta de saída voltou-se para o balcão e proferiu algumas palavras ao empregado do balcão. 
- Mais tarde trarei notícias do seu amigo, não se afaste daqui - dizendo isto, lançou-lhe um olhar sensual, convidativo e elucidante. 

Enquanto o estranho par, ela uma mulher sensual e ele um bêbado mal apresentado, saía pela porta principal, o empregado sorria de satisfação ao pensar: Ela trata do tipo e depois vem cá tratar de mim, vai ser uma festa inesquecível. 

No hospital, no quarto onde estava internada a pequena que fora atropelada pelo homem embriagado, embora na altura estivesse sóbrio, a provocante mulher de vermelho deitava uns pós sobre a esta, enquanto fazia umas rezas. O braço da internada ostentava uma pulseira, decorada com estranhos caracteres e diagramas, que a mulher retirara antes do seu próprio pulso. A pulseira deveria agir em 
conjunto com os pós e as rezas, pensava o pobre homem, uma curandeira vinha mesma a calhar, estas normalmente têm poderes subjacentes de natureza paranormal que as ajudam a resolver problemas que a ciência não consegue. 

Ao fim de algumas horas, a pequena mexeu-se e pouco depois abriu os olhos e procurou saber onde se encontrava. O homem embriago segurou a mão da criança e de seguida caiu desfeito em lágrimas, aos pés da mulher de vermelho. 

No bar o empregado de balcão, sentado numa das poltronas, com a mulher provocante ao colo, perguntava: 

- Como está a menina? Melhorou? 
- Sim, ela está perfeitamente bem - respondeu ela na sua voz arrastada - Saiu de coma e vai recuperar rapidamente. 
- E o meu amigo, ainda tem salvação? 
- Ele é um fraco, não tem qualquer salvação. São as fraquezas que os condenam. 
- Ah! Sim! - dizia o empregado do bar, distraidamente, enquanto olhava para os seios palpitantes mesmo em frente ao seu rosto. 
A mulher abriu delicadamente a camisa dele, acariciou o peito dele e reteve a mão na zona do tórax onde fica alojado o coração. 
- Tu, também és fraco, não tens salvação. Podias ter ido para casa, para junto da tua mulher e dos teus filhos. Não soubeste resistir à tentação da carne. As mulheres são a tua fraqueza 

O sorriso do empregado desapareceu, enquanto os seus olhos iam ficando exorbitados, à medida que toda a energia e vitalidade da sua alma eram drenadas. 

Abriu a boca, mas o grito morreu-lhe na garganta. O corpo da mulher ergueu-se no ar, transformou-se numa labareda e desapareceu enfiando-se no chão, deixando para trás um corpo sem vida. 

Há muita gente cheia de fraquezas, esta noite em particular eu sei de alguém que não vai conseguir dormir, vai tentar esconder a cabeça por baixo dos lençóis, deixar as luzes acesas e tomar alguns comprimidos. Não importa, eu estarei lá para cumprir o seu destino, expirar os seus medos. 

Realização: Carlos Pires
Data: 5-12-1996
Classificação: * * *

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Casa Mal Assombrada

Casa Mal Assombrada

Autor: Desconhecido


O ano era 1944. Carlos que antes morava em Itaperuna - RJ, iria se mudar para Natividade, RJ. Estava a procura de uma casa e depois de algumas visitas, encontrou uma que seria ideal para acomodar sua família. Ao sair da casa, os vizinhos o alertaram de que ela era mal assombrada pelo espírito do antigo morador conhecido como "Manoel Açougueiro". Carlos que era metido a valentão ignorou os avisos dos futuros vizinhos e a família mudou-se na semana seguinte.


Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir todas as noites, sem falta, às 22:00 horas em ponto, batidas na porta. Quando iam atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado. Não havia tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém percebesse.

Carlos que sempre chegava após às 22:00 horas, não acreditava em tal estória. Porém um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e novamente às 22:00 horas bateram na porta. Carlos correu até a porta e não vendo ninguém por perto, gritou aos quatro cantos:
- "Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça." Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e Carlos ao entrar no quarto viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com um cinto e acabava por acertar o bebê.

Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um fantasma na casa. No fim de semana, na sexta-feira, Carlos voltou a gritar aos quatro cantos da casa, fazendo dessa vez, um desafio  ao tal fantasma.
- "Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala para o outro quarto."
De madrugada o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos, acordou desesperado gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça enquanto dormia.

Carlos no dia seguinte, procurou o Monsenhor que providenciou a celebração de uma missa em intenção a alma de "Manoel, o Açougueiro". Desde aquela data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa às 22:00 horas.

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