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terça-feira, 20 de abril de 2010

Eixos, setores e quadras: entenda a racionalidade do Plano Piloto


20/04/2010 - 09h00

Eixos, setores e quadras: entenda a racionalidade do Plano Piloto

ISIS NÓBILE
Colaboração para o UOL
Fazer nascer uma cidade. Quando o projeto do urbanista Lucio Costa venceu os outros 62 inscritos no concurso público lançado pelo então presidente Juscelino Kubitschek, esse era o desafio. Três anos depois, em 1960, Brasília foi inaugurada. Naquela época, a cidade foi divida em setores e quadras que permanecem até hoje.
O traçado de ruas de Brasília obedece ao Plano Piloto implantado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A empresa, criada especialmente para o grande empreendimento, era encarregada de projetar a nova capital federal a partir do anteprojeto de Lucio Costa. Na época, Oscar Niemeyer era o chefe do Departamento de Urbanismo e Arquitetura (DUA/Novacap) da empresa.
De acordo com o especialista em arquitetura brasileira Luiz Recamán, que é professor da Faculdade de Arquitetura da PUC de Campinas e pesquisador da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, Lucio Costa apresentou uma solução clara e simples que resolvia o programa do concurso. “Ele criou a cidade com um zoneamento funcional. As funções são separadas na cidade”, explica. “É uma maneira de simplificar a realidade”, completa.

Setores

O Plano Piloto da cidade possui dois eixos - o Monumental e o Rodoviário - dispostos em forma de cruz, abraçados pelo Lago Paranoá e por uma área verde. No Eixo Monumental estão a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes, a Catedral Metropolitana e a sede do Governo do Distrito Federal. Nessa área, seguindo a lógica, localizam-se os setores comerciais - bancário, de escritórios e comercial. A leste do Eixo Monumental estão os setores culturais da cidade - bibliotecas, teatros, museus.
Ao longo do Eixo Rodoviário, conhecido pelos locais como Eixão, encontram-se os setores residenciais compostos pelas famosas quadras residenciais com seus blocos de comércio e serviços. Os espaços de lazer, como clube esportivos, foram dispostos, ao redor do lago. Nessa região também foram implantadas áreas de moradia, chamados residencial Lago Sul e Lago Norte.
Para simplificar mais ainda, os nomes dos setores foram baseados nos pontos cardeais, com referência na interseção do Eixo Rodoviário com o Monumental. A nomenclatura foi encurtada com siglas: Comércio Local Norte/Sul e Sudoeste (CLN/ CLS/ CLSW); Setor Comercial Norte/Sul (SCN/ SCS); Setor de Clubes Esportivos Norte/Sul (SCEN/ SCES).
O Setor de Difusão Cultural do lado norte, ou SDCN, contém o Teatro Nacional; o sul –SDCS - tem a Biblioteca Nacional e Museu Nacional. No O Setor de Diversões Norte (SDN) é endereço do Shopping Conjunto Nacional, mas há também um Setor de Diversões Sul (SDS ou Conic).
Outros setores importantes que compõem a cidade são o Setor Hoteleiro Norte/Sul (SHN/ SHS); o Setor de Hotéis de Turismo Norte (SHTN); Setor Médico Hospitalar Sul (SMHS), Norte (SMHN) e Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). E, é claro, as Superquadras, setores residenciais Norte/Sul e Sudoeste (SQN/ SQS/ SQSW), conhecidas e copiadas internacionalmente.
“A ideia era, justamente, que a localização fosse fácil”, conclui Suellen Fernandes Dantas, bibliotecária da seção de pesquisa do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF). Para Recamán, o problema dos códigos é que eles não possuem um significado de fácil captação. “As siglas são extremamente racionais”, diz, “as pessoas costumam identificar os lugares com nomes que escolhem”.

Quadras

Dentro dos setores residenciais, as quadras foram nomeadas seguindo o mesmo raciocínio lógico. No Memorial do Plano Piloto de Brasília, o próprio Lucio Costa explica: “Quanto à numeração urbana, a referência deve ser o Eixo Monumental, distribuindo-se a cidade em metades Norte e Sul, as quadras seriam assinaladas por números, os blocos residenciais por letras, e, finalmente, o número de apartamentos na forma usual, assim, por exemplo: N-Q3 - L – ap. 201. A designação dos blocos em relação à entrada da quadra deve seguir da esquerda para a direita, de acordo com a norma”.
Atualmente, a cidade continua divida por esses setores. “No Setor Bancário, encontra-se até um ou outro restaurante, mas não há lojas. Na rua das farmácias, existem apenas farmácias”, descreve Suellen Dantas. “Essa divisão torna mais fácil, de verdade, a localização do que precisamos”, opina. “Brasília segue a tradição moderna de cidade funcional planejada. Seu espaço foi racionalizado”, expõe Recamán.
No entanto, a cidade foi elaborada estimando-se que teria cerca de 500 mil habitantes no ano 2000. Em janeiro desse mesmo ano, mais de duas milhões de pessoas - quatro vezes mais que o planejado - já viviam em Brasília de acordo com censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Algumas pessoas acham estranho o trânsito que existe em Brasília se comparado ao tamanho da cidade”, pondera Suellen Dantas. A cidade feita para o automóvel já paga o preço da opção.
Agradecimentos: Arquivo Público do Distrito Federal
Bibliografia
“Lucio Costa: Registro de uma Vivência”, São Paulo, Empresa das Artes, 1995
“Relatório do Professor Lucio Costa – Plano Piloto”
“Edital para o Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil”

terça-feira, 6 de abril de 2010

FRASES DIGNAS DE PRÊMIO!


FRASES DIGNAS DE PRÊMIO!


 
Fumo maconha, mas não trago, quem traz é um amigo meu 
(Marcelo Anthony)

'O que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo, mas o que você come entre o Ano Novo e o Natal' 
(Solange Couto)
'Para seu marido não acordar com a macaca... Depile-se' 
(Cláudia Ohana)

'O homem é um ser tão dependente que até pra ser corno precisa da ajuda da mulher. Pra ser viúvo também' 
(Principe Charles)

'Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que, por enquanto, ainda não há terra em cima' (Dercy Gonçalves)

'Cabelo ruim é igual a bandido... Ou tá preso ou tá armado' (Ronaldinho Gaúcho)

'Preguiçoso é o dono da sauna, que vive do suor dos outros' (Roberto Justus)


'Não me considere o chefe, considere-me apenas um colega de trabalho que sempre tem razão' (Galvão Bueno)

'Malandro é o pato, que já nasce com os dedos colados para não usar aliança'(Zeca Pagodinho)
'Mulher gorda é que nem Ferrari... 
Quando sobe na balança vai de zero a cem em um segundo' 
(Reginaldo Leme)

'Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem alguma deficiência mental.... 

Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais, o retardado é você' 
(Antônio Palocci)

'Se homossexualismo fosse normal.... 
Deus teria criado Adão e Ivo' 
(Gilberto Braga)

'Todo mundo tem cliente.. Só traficante e analista de sistemas é que tem usuário' 
(Bill Gates)

'Casamento começa em motel e termina em pensão' 

(Romário)

'Seja legal com seus filhos. São eles que vão escolher seu asilo' 
(Itamar Franco)

'
Antigamente, o homossexualismo era proibido no Brasil. 
Depois, passou a ser tolerado. 
Hoje é aceito como coisa normal... 
Eu vou-me embora antes que se torne obrigatório' 
(Arnaldo Jabor)

'Passar a mulher pra trás é fácil. O difícil é passar adiante' 
(Eduardo Suplicy)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Audiência discute valorização profissional dos oficiais administrativos do Detran


19/03/2010 19h54

Audiência discute valorização profissional dos oficiais administrativos do Detran

Da Redação - Nancy Sestini
 

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Vagner Coghi, Vanderlei Siraque e Olímpio Gomes
Temas como humanização do profissional, direitos trabalhistas e discriminação foram debatidos na audiência pública realizada nesta sexta-feira, 19/3, que discutiu o PLC 38/2009, que autoriza o Poder Executivo a transformar os cargos de oficiais administrativos do Detran em cargos de agentes policiais. 
Coordenada pelo deputado Olimpio Gomes (PDT), a audiência teve a presença dos deputados do PT Hamilton Pereira e Vanderlei Siraque, de Gilberto Guimarães e Vagner Coghi, da Associação dos Servidores Administrativos e de Apoio do Estado de São Paulo (Asaaesp), e dos oficiais administrativos Claudinei Mori e José Roberto Luz. 
Olimpio Gomes falou sobre o esquecimento das carreiras dos servidores públicos pelo governo estadual e destacou a importância do voto vencido do deputado Vanderlei Siraque na Comissão de Constituição e Justiça para aprovação do parecer do projeto na reunião. 
Vagner Coghi agradeceu as iniciativas dos deputados presentes em defesa da categoria e falou a respeito de um projeto semelhante ao PLC 38/2009, já adotado em Minas Gerais. 
Para o deputado Hamilton Pereira, a categoria de oficiais administrativos não existe para o governador José Serra e precisa ser devidamente reconhecida e valorizada. "Não há serviço público que se sustente sem a valorização do funcionário público", afirmou. 
Siraque defendeu a criação de uma central única dos trabalhadores da área de segurança para evitar a divisão do movimento dos trabalhadores. "Somos contra o liberalismo defendido pelo PSDB e a favor de uma inclusão social, de um Estado forte, que depende de servidores bem preparados, bem remunerados, com método de gestão e controle social", declarou. 
Os oficiais Mori e Luz defenderam salários compatíveis com as suas responsabilidades e ressaltaram a necessidade de reconhecimento da classe que, de acordo com eles, é constantemente esquecida e discriminada pelos governos. 
Os deputados presentes comentaram a possibilidade de se realizar uma audiência conjunta entre as comissões de Segurança Pública, Direitos Humanos e Relações do Trabalho para um debate ampliado sobre o assunto.


Fonte
http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=1b2c0eaf81877210VgnVCM100000600014ac____

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